Apresentação fez parte da “Revolution World Tour 2025” e matou a saudade de fãs que lotaram a casa de shows na capital paulista
Sexta-feira, 24 de outubro de 2025. São Paulo com aquele tempo agradável e a Audio, casa de shows localizada na Zona Oeste de São Paulo, lotada até o último canto com uma multidão que esperou dez anos pra ver o Skillet novamente em solo brasileiro, no que foi a sua terceira passagem da banda de Rock Cristão, Rock e Metal Alternativo e Hard Rock por aqui . O show, organizado pela Numb Produções e sendo parte da “Revolution World Tour 2025”, foi o terceiro das sete datas pela América Latina e começou pontualmente às 22h, o que já arrancou aplausos antes mesmo da primeira nota. A banda entrou com tudo, mostrando que ainda tem muita lenha pra queimar, divulgando o novo álbum Revolution (2024), o 12º da carreira.
Logo de cara veio “Surviving the Game” (Dominion, 2022), que já fez a casa inteira pular. Na sequência, “Feel Invincible” (Unleashed, 2016) levou o público ao completo delírio, com todo mundo cantando junto e como se a banda tivesse tocado aqui na semana passada.
O som estava no ponto certo: alto, limpo e equilibrado. Dava pra ouvir tudo perfeitamente, da guitarra ao backing vocal. E falando nisso, Jen Ledger demonstrou que continua mandando muito bem na bateria e nos vocais, dividindo os holofotes com John Cooper, que segue com uma voz impressionante e a mesma presença de palco de sempre.
Em “Awake and Alive” (Awake, 2009), o violoncelo apareceu e deu um toque diferente, marcando presença em outras faixas ao longo da apresentação. A música, um verdadeiro clássico da era dos AMVs no YouTube, fez muita gente sorrir lembrando dessa fase em que o Skillet dominava vídeos de animes e cenas de ação editadas por fãs. Funcionou muito bem ao vivo e o público respondeu com tudo. Desde o início, a banda estava com a galera na mão.
Entre uma música e outra, John mostrou que continua o mesmo brincalhão de sempre: ele filmou o público com o próprio celular, riu, fez piada e até soltou: “Vocês estão machucando meus ouvidos!”, depois da barulheira ensurdecedora de faixas anteriores. Logo em seguida, mandou: “Sempre que olhamos as redes, tá lá: venham pro Brasil! Pois é, aqui estamos!”. E assim veio mais uma explosão de aplausos.
A noite seguiu com momentos de pura empolgação e outros mais tranquilos. “Never Surrender” (Rise, 2013) manteve o clima de emoção, e “Lions” (Unleashed, 2016) veio mais calma, sendo talvez o ponto mais morno do set, porém o que serviu pra dar uma respirada antes da sequência final.
A interação foi constante dali por diante. Em “Those Nights” (Comatose, 2006), o público levantou as luzes dos celulares e transformou o ambiente num mar de brilho. Já “Whispers in the Dark” (Comatose, 2006) teve um solo empolgante e colocou todo mundo pra gritar junto.
Quando “Monster” (Awake, 2009) começou, o chão da Audio praticamente tremeu! Era o momento que todo fã do Skillet esperava, principalmente os fãs de Naruto que acompanhavam AMVs na época de ouro do Youtube, na década de 2010, e que continham clássicos do Rock Alternativo como este (ou como se tornou dentro dessa fração da cultura digital).
No bis, John Cooper voltou com uma camiseta do Brasil, arrancando mais gritos e risadas, antes de fechar a noite com “The Resistance” (Unleashed, 2016). Um final à altura de uma noite que misturou peso, emoção e diversão e uma “quebra de saudade” impactante para o público em São Paulo.
O Skillet mostrou que ainda tem fogo de sobra e uma base de fãs apaixonada que não arrefeceu nem um pouco nesses dez anos. Se depender da reação da galera, já podem anotar: não demorem mais uma década pra voltar, porque o Brasil tá mais do que pronto pra mais uma rodada.
