Depois de dois anos o Megadeth volta a São Paulo, com seu último show por aqui sendo em Abril de 2024 a banda voltou promovendo o seu último álbum também chamado de “Megadeth” e para uma possível despedida. Em entrevistas o Dave Mustaine, vocalista da banda afirmou que o fim da banda vem de fatores pessoais como também ciclo natural da banda.
Vale lembrar que além de um câncer na gargante descoberto e tratado alguns anos atrás, o lendário frontman sofre de uma condição chamada contratura de Dupuytren, resumidamente é uma doença em que o tecido da palma da mão endurece e puxa os dedos para dentro e com o tempo, os dedos ficam parcialmente dobrados e perdem mobilidade.
Após essa breve introdução, afinal, como foi o show?
Começando pontualmente às 21:30 o Megadeth subiu ao palco do Espaço Unimed, com algo diferente que eu não lembro de ter acontecido na última apresentação deles por aqui, com fãs no palco. Um pacote VIP pelo que entendi permitia alguns fãs nos dois lados do palco durante musicas iniciais, algo um tanto diferente para um show do Megadeth que não lembro de já ter visto, mas que parece ter funcionado bem.
A banda começou a apresentação com “Tipping Point” – (Megadeth, 2025) se mostrando uma ótima música nova para começar o show, com o público já pulando e vibrando desde o início. Na sequência veio uma raridade que fazia tempo que a banda não tocava em solos nacionais “The Conjuring” – (Peace Sells… But Who’s Buying?, 1986) que foi também muito bem recebida pelo público.
Agora com a clássica “Hangar 18” – (Rust In Peace, 1990) a história já começou a ser diferente, o público logo na introdução já começou a agitar ainda mais na pista premium, com os primeiros moshs no lado direito começando a aparecer. Vale comentar os clássicos gritos de “Megadeth, Megadeth” durante o solo da música, fazendo essa ao vivo ser ainda melhor.
O público durante o intervalo das músicas não parava de gritar “Mustaine, Mustaine” tirando até um sorriso do vocalista. Agora uma música que veio na sequência e que pelo menos para mim fez bastante falta na apresentação deles aqui em 2024 foi “She Wolf” – (Cryptic Writings, 1997), música incrível ao vivo, com o público cantando junto o refrão do ínicio ao fim.
O Megadeth tem diversos hits, sendo a próxima música um de seus principais, com “Sweating Bullets” (Countdown To Extinction, 1992) o público que aparentemente tinha dado uma acalmada voltou a vibrar no Espaço Unimed. Nem o calor altíssimo que estava no momento do show (Motivo de muita reclamação em minha volta) conteve os fãs desse clássico.
No total foram tocadas 5 músicas do novo álbum lançado em 2025, tendo como principal para muitos o cover de “Ride The Litghtning” do Metallica que o Dave Mustaine ajudou na composição. Essa que ao vivo tem um peso diferente, ainda mais para quem anseia com a volta do Metallica para cá. Com um vocal mais fraco do que antes do Mustaine justamente por sua idade e vale lembrar que o frontman teve um câncer na gargante diagnosticado em 2019, não atrapalha o brilho de vê-lo tocar essa música ao vivo.
Algumas outras surpresas no setlist comparando com a apresentação de 2024, como:
“Hook in Mouth” – (So Far, So Good… So What!, 1988),
“Mechanix” – Killing Is My Business… and Business Is Good!, 1985) – Sendo esse o álbum de estreia do Megadeth.
“Dread and the Fugitive Mind” – (The World Needs a Hero, 2001)
E claro, os clássicos permanecem, destaque para “Symphony of Destruction” – (Countdown To Extinction, 1992) com novamente o público cantando do início ao fim e o mosh agitando a pista premium. Com já na sequência a intro massante de “Tornado of Souls” – (Rust In Peace, 1990) não deixando o ritmo cair.
Um destaque para o guitarrista finlandês Teemu Mäntysaari, que após a saída do brasileiro Kiko Loureiro da banda mostrou que veio para ficar. O guitarrista se mostra cada vez mais um profissional muito acima da média, com solos incriveis e uma técnica de cair o queixo.
Um momento muito aguardado é a chegada do mascote da banda Rattlehead no palco, durante “Peace Sells” e para a nossa surpresa não teve somente um Rattlehead, mas sim, dois! No perfil oficial do Rattlehead no instagram ele comentou sobre essa surpresa de ter duas variantes no palco.
Após esse momento de descontração é chegado o momento do grand finale com “Holy Wars… The Due Punishment” e que final, outra música também que desde os riffs iniciais o público já vinha cantando junto, “NO MORE MISTAKES!” com seus solos hipnotizantes e momento dos integrantes tocando juntos, o Megadeth encerrou mais um show eletrizante em São Paulo, com o Dave Mustaine prometendo um retorno em breve e dizendo que isso ainda não acabou.
Setlist:
- Tipping Point
- The Conjuring
- Hangar 18
- She-Wolf
- Sweating Bullets
- I Don’t Care
- Dread and the Fugitive Mind
- Wake Up Dead
- In My Darkest Hour
- Hook in Mouth
- Let There Be Shred
- Symphony of Destruction
- Tornado of Souls
- Mechanix
- Ride the Lightning (Metallica cover)
- Peace Sells
- Holy Wars… The Punishment Due
